Uma pesquisa realizada pelo Instituto FSB-Pesquisa revela que os parlamentares adotam uma postura cautelosa no quesito ideológico. Os deputados e senadores que tomam posse em fevereiro e vão integrar o novo Congresso Nacional, não se arriscam mais a dizer se seus partidos são de esquerda ou direita. Numa linha de 0 a 10 entre extrema esquerda e extrema direita, a média partidária ficou em 5, e a média individual dos parlamentares, em 4,7.Nem mesmo o PT se declara um partido de esquerda. Os petistas deram uma nota 4,1 para o grau ideológico da legenda, muito mais próxima da posição de centro.Pela pesquisa, o partido que se posicionou mais para esquerda foi o PC do B, que ficou com nota 3,1.
Já o partido mais a direita foi o DEM, que aparece na tabela com nota 6,3. O partido de oposição ficou bem perto da nota de outros dois partidos da base aliada: o PP, com nota 6 e o PR, com nota 5,9.
Isso revela que o espectro ideológico do governo Dilma é amplo com partidos de vários segmentos. No centro ideológico, aparecem os partidos de oposição, como PSDB, com nota 5,3, e o PPS, com 4,9, e partidos da base aliada, como o PMDB, com nota 5,5 e PTB, com nota 5,3. Já o PDT ficou com nota 3,8 e o PSB com nota 4,5.
Quando questionados sobre qual partido tem melhor relacionamento, além de sua legenda, 18% dos parlamentares responderem o PT, 16% citaram o PSB, outros 13% preferem o PMDB e 10% o PSDB. Entre os deputados petistas, o PSB é considerado o partido de melhor relação com 38% das citações. Já o PMDB, partido preferencial da aliança, recebeu apenas 16% das citações.
Na pesquisa, chama a preferência dos parlamentares pela relação com o PSB. Além da preferência explícita do PT, o PSB é citado como melhor relacionamento por 21% dos tucanos.
Leia a pesquisa do Instituto FSB-Pesquisa
Nenhum comentário:
Postar um comentário