Temos visto e ouvido nestes últimos dias falar sobre a decisão do supremo, recebi sugestões para abordar sobre este assunto, portanto fiz pesquisas de varias correntes vejamos:
Qual o sentido da decisão do Supremo
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar constitucionais as pesquisas com células-tronco embrionárias para fins terapêuticos, nos restritivos limites da Lei de Biossegurança de 2005, consagra o caráter laico do Estado nacional. Embora os principais opositores da liberação dessas pesquisas tivessem tido o cuidado de remeter invariavelmente as suas objeções à esfera jurídica, invocando a inviolabilidade da vida e da dignidade humana, assegurada pela Constituição, desde a primeira hora - quando a matéria ainda era debatida no Congresso - as motivações religiosas ficaram patentes.O texto afinal aprovado já foi um compromisso para tentar contornar as resistências das chamadas bancadas da fé. E o então procurador-geral da República, Claudio Fonteles, que entrou no STF com a ação direta de inconstitucionalidade contra o artigo 5º da Lei que trata do assunto, jamais escondeu a sua condição de católico fervoroso. É também o caso do ministro do Supremo Carlos Alberto Menezes Direito, o primeiro dos seus pares a se manifestar desfavoravelmente às pesquisas, nos termos estabelecidos na legislação. Ele retardou o veredicto da Corte em cerca de três meses, ao pedir vistas do processo quando começou a ser examinado, no início de março. Enfim, na quarta-feira, ao cabo de três sessões, o STF manteve, por 6 votos a 5, a integridade do dispositivo legal.
O que Pensa cada corrente:
Para Alysson Muotri, cientista brasileiro no exterior, será preciso planejamento arrojado.Caso contrário, liberação dos estudos pode acabar não trazendo benefícios ao país.
Até que enfim terminou a prolixa votação do STF (Supremo Tribunal Federal) a respeito da polêmica pesquisa com células-tronco embrionárias humanas. Essa passou raspando e o momento quase virou vergonha nacional. Mas o que isso muda? Na lei nada; na prática, potencialmente muita coisa. Mas não vamos nos iludir, a lei brasileira ainda é bem conservadora, comparada com outros países. Por exemplo, só podemos usar embriões inviáveis ou congelados por mais de três anos. Ora, essa é a pior matéria-prima que se pode obter, pois já foi mostrado que células-tronco derivadas nessas condições não são as de melhor qualidade. Mas é um começo e devemos permanecer otimistas.
Arcebispo de Vitória compara pesquisas com células-tronco a política de extermínio de Hitler, Dom Luiz Mancilha Vilela, pronunciou-se nesta sexta-feira(31) a respeito do resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal(STF), que liberou as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias. Para o arcebispo, não compete a Igreja Católica condenar ninguém, mas médicos, cientistas e até mesmo católicos que são a favor das pesquisas, segundo ele, estão assumindo uma ação de desrespeito a vida. Dom Luiz chegou a comparar a decisão do STF como uma espécie de novo Nazismo.“O Nazismo - política da ditadura que governou a Alemanha de 1933 a 1945 - era legal, mas era imoral. Nós ficamos horrorizados com o Nazismo, mas era legal para as pessoas naquele tempo. É imoral e nós vamos continuar anunciando a vida desde a sua primeira etapa. Não é possível que a humanidade continue pensando que é justo matar alguém para salvar o outro”, declarou o arcebispo.Dom Luiz Mancilha Vilela, disse que não tem medo da Igreja Católica ser taxada de retrógrada e conservadora, porque defende a vida. Sentado em uma cadeira com encosto e acento de couro, na Sala Episcopal da Cúria Arquidiocesana, o arcebispo ressaltou que os doentes que acreditam na cura por meio das pesquisas foram enganados. “Essas pessoas foram iludidas, foi uma verdadeira chantagem levar até lá esses irmãos nossos para fazer pressão. Porque ainda não há nada comprovado, segundo os cientistas, portanto não é agora que eles irão receber alguma ajuda. E outra, a partir da fé, eles têm uma possibilidade de serem úteis sendo como são”, afirmou Dom Luiz.
O espírita e líder estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida - Brasil sem Aborto, Cleber Pinheiro Costa, acredita que o resultado do julgamento do Supremo Tribunal Federal que liberou as pesquisas científicas com células-tronco foi um equívoco, mas a aprovação já era esperada. ‘‘Não precisa matar embriões para beneficiar outras pessoas. Com o tempo, a própria ciência encontrará alternativas mais eficientes para tratar as doenças’’, afirma.Costa revela que o movimento em favor da vida está se articulando para encontrar uma forma de fazer com que a lei brasileira passe a se assemelhar à norma existente na Itália, onde não existem embriões congelados, ou ao que é feito nos Estados Unidos, com a ‘‘adoção’’ dos embriões que seriam descartados. ‘‘Como é uma decisão da Justiça, teremos que respeitar e seguir. Mas acredito que os embriões poderiam ser implantados no útero de mulheres estéreis e que não têm condições de se submeter a um tratamento para engravidar. É um destino muito mais nobre’’, sugere Cleber.O espírita compara as pesquisas com os embriões ao que foi feito com os prisioneiros dos nazistas, afirmando que estes passavam por situações como tentativas de transplantes de membros e depois eram mandados para as câmaras de gás, já que não eram considerados seres humanos e podiam ser facilmente descartados.
O sociólogo Alípio de Souza Filho acredita que a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias foi uma vitória do estado, já que aqueles que se declaram contra estavam utilizando argumentos religiosos. ‘‘A aprovação foi a reafirmação do caráter laico do Brasil. Não há emancipação cultural da sociedade brasileira sem essa liberdade’’, ressalta.Alípio revela que não conseguiu acompanhar integralmente o julgamento, mas estava na expectativa deste resultado. De acordo com ele, o assunto é de extrema importância para todos que trabalham com a ciência, uma vez que implica na liberdade de pesquisa..
Ciência tem opções que dispensam uso de células-tronco embrionárias, diz pesquisadora- Alice Teixeira Ferreira, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Biofísica e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Bioética da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).Segundo ela, em 2005, quando foi aprovada a Lei de Biossegurança no país, autorizando as pesquisas com células-tronco embrionárias, já se sabia de suas limitações, como a ocorrência de rejeição e tumores. No entanto, resultados obtidos por cientistas a partir do ano passado vêm mostrando que o material pode ser ser substituído com vantagens pelas células-tronco adultas, obtidas a partir do líquido amniótico que envolve bebê numa gestação, do cordão umbilical e da medula óssea.
Para que vou precisar agora de células embrionárias humanas??,
Questionou Alice Ferreira. Segundo ela, as células-tronco adultas já estão sendo usadas experimentalmente em cerca de 20 mil pacientes no mundo para o tratamento de 73 doenças degenerativas
Depois de toda essa linha de pensamentos qual e a suas? mande algum comentario ou artigo.
Fonte G1, Estadao, Correio Brasiliense,CNBB,CBB,Unifesp
Nenhum comentário:
Postar um comentário