Os médicos já
conhecem de longa data a relação entre a infertilidade e o peso. Mulheres muito
magras têm mais dificuldades para engravidar, assim como quem está acima do
peso e quer realizar o sonho da maternidade.
“O maior volume de
tecido adiposo aumenta a conversão do estrogênio em androgênio, que limita a
ovulação. As mulheres muito gordinhas param de ovular”, explica o
endocrinologista e nutrólogo João Cesar de Castro. Reduzir o índice de massa
corpórea é suficiente para que a mulher voltar a ter ciclos normais.
Mesmo para quem
está dentro do peso ideal, existem alimentos que podem contribuir para a
fertilidade, enquanto outros podem prejudicá-la. Gorduras saturadas e frituras
devem ficar fora do cardápio.
“Evite a gordura
trans sempre que possível e opte por alimentos feitos com óleo vegetal não
hidrogenado”, recomendam os pesquisadores de Harvard Jorge E. Chavarro e Walter
C Willet, no livro “A dieta da Fertilidade” (Ed. Alegro). A quantidade de sódio
deve ser reduzida para evitar um possível aumento de pressão.
“A pressão alta reduz o índice de ovulação”,
diz João.
A alimentação
também contribui para uma boa produção de hormônios envolvidos com a
fertilidade. Quem quer engravidar não pode deixar de incluir na dieta quatro
unidades diárias de castanha do Pará.
“A fruta tem a
quantidade ideal de selênio e manganês”, indica o nutrólogo.
Embora uma
alimentação com baixo teor de gorduras saturadas ofereça muitos benefícios à
saúde no decorrer da vida, uma ou duas porções de leite integral ou de outros
laticínios integrais podem melhorar a ovulação, ensinam os pesquisadores.
O endocrinologista
e nutrólogo João Cesar de Castro recomenda uma dieta com bastante verduras,
principalmente as verde-escuras.
“Elas têm uma ótima
quantidade de vitamina C e são ricas em ferro e ácido fólico. A couve, o
brócolis e o espinafre são ótimas opções e devem ser consumidas duas vezez ao
dia”, diz.
O médico também
indica frutas, que têm potássio, vitamina E e do complexo B. “Essas substâncias
são importantes para a produção dos hormônios”, afirma.
O tomate também
deve ter destaque porque tem bastante licopeno, um antioxidante que evita a
displasia mamária. Frutas vermelhas como o morango, a melancia e a amora também
têm a mesma propriedade

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